Com 3 anos de atraso

October 18th, 2011

Para quem andasse mínimamente informado, aquilo que está a acontecer em Portugal foi o que se esperava desde longa data. Em 2009 lembro-me bem de ver e ouvir um fulano a avisar do que aí vinha (dos poucos). Chamava-se Medina Carreira. Ninguém lhe ligou. Chamaram-lhe de maluco, Velho do Restelo, Mr Magoo e outras coisas mais. Os responsáveis pelo descalabro português andam por aí, como se não fosse nada com eles, sentados nas suas cadeiras de deputados ou a presidir a uma empresa do regime, instituto público ou fundação. Há vida para além do défice. Há pois há. A pagar impostos.


OpenDedup Virtual Appliance (based on SDFS)

October 16th, 2011

OpenDedup just released a greatly enhanced Virtual Appliance based on SDFS. The OpenDedup Virtual NAS Appliance is designed for simple setup and management SDFS volumes for virtual environments. The Appliance includes capabilities to create, mount,delete, and export SDFS volumes via NFS from a Web Based interface. It also includes VMWare storage api integration that allow the quick Data Store creation and cloning of Virtual machines located on SDFS Volumes.

Interesting. Video.


Steve Jobs

October 6th, 2011

Thank you Steve.


Limitless

September 26th, 2011

Outro bom filme, mas com final fraquito.


Foi isto.

September 26th, 2011

«Perto dos 70 anos, no fim de um Verão em que Portugal deu de si um espectáculo triste, é a altura de perguntar o que a minha geração, que chegou à idade adulta com o “25 de Abril”, fez da famosa liberdade tão esperada durante Salazar e Caetano. Para começar, e de acordo com alguns militares sem letras, tentou tudo para a suprimir. Com poucas excepções assistiu calada, ou mesmo se juntou, à louca procissão do PREC, em nome de uma doutrina que não percebia e de uma sociedade em que nunca aceitaria viver. Esta demissão e esta vergonha ficaram para sempre. A ausência do que tinha sido o movimento estudantil entre 1960 e 1974 no Governo e nos partidos entregou o poder a uma série de arrivistas, que não o tornaram a largar. Quem se perdera pelo grotesco labirinto da esquerda bem pensante por uns tempos desapareceu. O “cavaquismo”, aliás, dispensava um pessoal democrático e até a política. Um vago resto do PS sobrevivia (bastante mal) à volta de Soares, que se conseguira eleger Presidente da República, e o que sobrava, disperso e desmoralizado, caíra numa absoluta irrelevância. Muita gente (de esquerda e de direita) emigrou, às vezes definitivamente, para a vida privada ou para a máxima sinecura da “Europa”. O “novo” Portugal acabou por nascer e crescer à revelia da minha geração: no Estado, nos partidos, na sociedade. Não era o Portugal que tínhamos querido, nem sequer um Portugal de que pudéssemos gostar. A “história” passara por nós, confusamente, deixando uma prosperidade duvidosa e uma desordem íntima e eufórica, que nos repelia e a que, de qualquer maneira, não pertencíamos. O que veio a seguir – Guterres, Barroso, Santana – não melhorou as coisas. Fora dos partidos não havia nada e ninguém aos 50 ou 60 anos se iria meter na guerra sectária em que eles se gastavam. A posição “decente”, e quase unânime, estava em não se meter nessa trapalhada, fosse sob que pretexto fosse. Até porque, no intervalo, uma invasão de oportunistas, com mais força e muitíssimo mais zelo, tapava a boca e o caminho ao mínimo sinal de responsabilidade ou de inteligência. O regime de Sócrates não emergiu por acaso; emergiu desta terra já bem preparada para a corrupção e o arbítrio. Nessa altura, a minha geração só servia para propósitos decorativos. Via e lamentava o desastre que se ia preparando. Mas raramente lhe ocorreu que ela própria também era culpada.»

Vasco Pulido Valente, Público.


Leituras

June 13th, 2011

Decidi arranjar mais tempo para ficar offline e consegui acabar de ler o The Big Bang do Simon Singh e O Desertor do Daniel Silva. O livro que se segue: The Amazing Adventures of Kavalier & Clay (Michael Chabon) e em audiobook tenho o The Lazarus Volt, do Tom Harper.


The Way Back

May 1st, 2011

Acabadinho de ver, The Way Back, o último do Peter Weir. Recomendo. Faz-me lembrar o Rescue Dawn, do mestre Herzog. Se houver tempo, há crítica para breve.


Alexandre Soares dos Santos

April 8th, 2011

Ainda os ha’. Alexandre Soares dos Santos em entrevista na SIC noticias.


E quem nos salva deste gajo?

April 7th, 2011


Aqui mostro a evolução da capacidade/necessidade de financiamento dos particulares e da administração pública. A soma das duas representa a necessidade ou capacidade do país em termos de recurso a financiamento externo. É notório que os particulares já fizeram o seu ajustamento. Desde o final de 2009 que revelam capacidade de financiamento. Já a administração pública aumentou a sua necessidade de financimento, agravando-se de forma notória nos últimos dois anos. Podemos concluir que o défice externo actual se deve essencialmente à forma irresponsável como as contas públicas têm sido geridas nos últimos anos.

Necessidades de financiamento da economia portuguesa, via Capital Humano.


Nick Cave & The Bad Seeds – Henry Lee

February 11th, 2011

Nick Cave & The Bad Seeds – Henry Lee


9 anos

February 11th, 2011

A notícia de que uma uma idosa esteve 9 anos em casa, morta, no chão da cozinha, sem ninguém ter notado a sua falta, deixou-me chocado. Ninguém deu pela sua falta, incluindo familiares, e uma pobre vizinha andou todos estes anos a alertar as autoridades para que a encontrassem e nunca, uma vez que fosse sequer, entraram em casa dela para averiguar o que se passava. Acabou por ser o Fisco a arrombar a porta a fim de executar uma dívida fiscal. Tenho pouco a dizer para além do que escreveu Daniel Oliveira:

O que impressiona, para além da solidão que permite que alguém morra sem que ninguém dê por nada, é que o mesmo Estado que dá pelo não pagamento de uma dívida ao fisco não dê, não queira dar, pelo desaparecimento de um ser humano. Que o contribuinte exista, mas o cidadão não. Que quem tinha a obrigação de pagar impostos tenha deixado de existir nos seus direitos. A metáfora é macabra. Mas é poderosa. Este Estado que não se esquece – não se deve esquecer – de nós quando é cobrador, mas para quem não existimos quando nos é devida alguma atenção.

Diz-se que só há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. Parece que para o Estado português só a segunda parte é verdadeira.

Portugal, como país, envergonha-me.


Sempre os números

January 27th, 2011

Via A Origem das Espécies:

Os ressentidos e sapos com óculos que andaram a fazer contas durante toda esta semana acerca de como Cavaco ganhou mas não ganhou, ainda não comentaram o dado essencial: há «1,25 milhões de portugueses de eleitores-fantasma no País»: «São falecidos que ainda não foram eliminados nas listas das freguesias ou emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro.» A contabilidade do embuste praticado pelo Ministério da Administração Interna foi desmascarada tendo em conta os número do próprio INE. Parece, assim, que a abstenção passou para 46%. É o hábito de falsificar estatísticas.