Let the banks fail

A simple truth that everyone should understand.

As everybody knows now, we did not pump public money into the failed banks. We treated them like private companies that went bankrupt, and we let them fail. Some people say we did it because we didn’t have any other option, there is clearly something in that argument, but it does not change the fact that it turned out to be a wise move or whatever reason. Whereas in many other countries, the prevailing orthodoxy is you pump public money into banks and you make taxpayers responsible for the banks in the long run, and somehow treat the banks as if they are holier institutions in the economy than manufacturing companies, commercial companies, IT companies, or whatever. And I have never really understood the argument: why a private bank or financial fund is somehow holier for the well being and future of the economy than the industrial sector, the IT sector, the creative sector, or the manufacturing sector.

Read more (interview with Ólafur Ragnar Grímsson, Iceland’s President).

É tudo nosso

O ex-Presidente da República, Mário Soares, foi apanhado em excesso de velocidade num carro em nome da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. O Estado é que vai pagar, terá dito Mário Soares ao GNR.

Num país normal, isto seria um escândalo, mas parece que há gente que se sente dona do país. Palavras para quê? Deve ser da selecção natural.

Se há muito desemprego – cada vez mais -, se as pessoas morrem por falta de cuidados de saúde ou mesmo à fome, os dirigentes neoliberais encolhem os ombros e pensam, para eles: “Pois que morram, é a seleção natural…”

Grande senador. Haja paciência para mais uma múmia do regime.

Com 3 anos de atraso

Para quem andasse mínimamente informado, aquilo que está a acontecer em Portugal foi o que se esperava desde longa data. Em 2009 lembro-me bem de ver e ouvir um fulano a avisar do que aí vinha (dos poucos). Chamava-se Medina Carreira. Ninguém lhe ligou. Chamaram-lhe de maluco, Velho do Restelo, Mr Magoo e outras coisas mais. Os responsáveis pelo descalabro português andam por aí, como se não fosse nada com eles, sentados nas suas cadeiras de deputados ou a presidir a uma empresa do regime, instituto público ou fundação. Há vida para além do défice. Há pois há. A pagar impostos.

OpenDedup Virtual Appliance (based on SDFS)

OpenDedup just released a greatly enhanced Virtual Appliance based on SDFS. The OpenDedup Virtual NAS Appliance is designed for simple setup and management SDFS volumes for virtual environments. The Appliance includes capabilities to create, mount,delete, and export SDFS volumes via NFS from a Web Based interface. It also includes VMWare storage api integration that allow the quick Data Store creation and cloning of Virtual machines located on SDFS Volumes.

Interesting. Video.

Foi isto.

«Perto dos 70 anos, no fim de um Verão em que Portugal deu de si um espectáculo triste, é a altura de perguntar o que a minha geração, que chegou à idade adulta com o “25 de Abril”, fez da famosa liberdade tão esperada durante Salazar e Caetano. Para começar, e de acordo com alguns militares sem letras, tentou tudo para a suprimir. Com poucas excepções assistiu calada, ou mesmo se juntou, à louca procissão do PREC, em nome de uma doutrina que não percebia e de uma sociedade em que nunca aceitaria viver. Esta demissão e esta vergonha ficaram para sempre. A ausência do que tinha sido o movimento estudantil entre 1960 e 1974 no Governo e nos partidos entregou o poder a uma série de arrivistas, que não o tornaram a largar. Quem se perdera pelo grotesco labirinto da esquerda bem pensante por uns tempos desapareceu. O “cavaquismo”, aliás, dispensava um pessoal democrático e até a política. Um vago resto do PS sobrevivia (bastante mal) à volta de Soares, que se conseguira eleger Presidente da República, e o que sobrava, disperso e desmoralizado, caíra numa absoluta irrelevância. Muita gente (de esquerda e de direita) emigrou, às vezes definitivamente, para a vida privada ou para a máxima sinecura da “Europa”. O “novo” Portugal acabou por nascer e crescer à revelia da minha geração: no Estado, nos partidos, na sociedade. Não era o Portugal que tínhamos querido, nem sequer um Portugal de que pudéssemos gostar. A “história” passara por nós, confusamente, deixando uma prosperidade duvidosa e uma desordem íntima e eufórica, que nos repelia e a que, de qualquer maneira, não pertencíamos. O que veio a seguir – Guterres, Barroso, Santana – não melhorou as coisas. Fora dos partidos não havia nada e ninguém aos 50 ou 60 anos se iria meter na guerra sectária em que eles se gastavam. A posição “decente”, e quase unânime, estava em não se meter nessa trapalhada, fosse sob que pretexto fosse. Até porque, no intervalo, uma invasão de oportunistas, com mais força e muitíssimo mais zelo, tapava a boca e o caminho ao mínimo sinal de responsabilidade ou de inteligência. O regime de Sócrates não emergiu por acaso; emergiu desta terra já bem preparada para a corrupção e o arbítrio. Nessa altura, a minha geração só servia para propósitos decorativos. Via e lamentava o desastre que se ia preparando. Mas raramente lhe ocorreu que ela própria também era culpada.»

Vasco Pulido Valente, Público.