Com o Natal a aproximar-se e com o tempo frio a influenciar hábitos caseiros (sim, porque leio sobretudo em casa) decido presentear a mim mesmo dois livros, relacionados com história, tema esse que tem andado afastado das minhas leituras. Sendo assim, os galardoados foram:

“Ir prò Maneta”, do Vasco Pulido Valente, sobre a Revolta contra os Franceses em 1808. O período conturbado que começou com as Invasões Napoleónicas, fuga da família real para o Brasil e o posterior domínio inglês do país foi um assunto que sempre me fascinou e o que é certo é que existe pouca literatura por aí. E esta falta de memória, já foi explicada pelo própria VPV no Público:
“… fraca memória sobre o periodo das invasões napoleónicas advém da “subordinação cultural de Portugal á França” porque ainda vivemos o mito (e muito porque vivemos numa república que copiou a matriz da Republica Francesa) da França como “libertadora da Humanidade” o que dificilmente teria correspondência real com o que as tropas napoleónicas por cá fizeram.”
Conhecendo a escrita acutilante e realista de VPV, vai ser uma leitura divertida.

O segundo é a obra “História Virtual” de Niall Ferguson, uma interessante análise de factos que poderiam ter ocorrido e não ocorreram, mas com fundamentos rigorosos e científicos. Uns dirão que será pura expeculação, eu darei a minha opinião depois de ler o livro. Fica aqui a sinopse:
E se a revolução Americana não tivesse acontecido? E se a Inglaterra se tivesse mantido fora da Primeira Guerra Mundial?… Questões como estas têm sido intensamente exploradas na ficção cientifica literária e cinematográfica. Menos frequente é verem-se analisadas numa perspectiva mais fundamentada, rigorosa e cientifica. Em “História Virtual” é isso que se passa.