Mais vale tarde do que nunca

Fidel Castro, depois de quatro anos de reflexão, por motivo de doença, entrou na fase de «autocrítica». Há dias assumiu a responsabilidade da feroz repressão, das permanentes perseguições e prisões a que o castrismo submeteu, desde o final dos anos 60, os homossexuais cubanos. Agora, concluiu o ditador das Caraíbas que «o modelo cubano não serve nem para nós». Não serve para os cubanos, nem a «apropriação dos meios de produção pelo Estado» serviu em parte alguma, nem na URSS, nem na Europa de Leste, nem na China. Continua a servir apenas na cabeça dos dirigentes comunistas e da extrema-esquerda portuguesa que, ainda hoje, nos acenam com a intervenção do Estado na economia como solução milagreira para os nossos males. Em Cuba, os manos Castro, depois de cinquenta anos de desastre de «economia de Estado», andam a tentar privatizar fábricas e a estimular a actividade económica privada como solução para saírem da miséria; aqui ainda nos propõem como solução a «nacionalização dos sectores estratégicos da economia». Não aprenderam nada!

por Tomás Vasques.

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