Os estudos sobre a OTA
July 29th, 2005MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA…: “‘Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções.’ (Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)
Todos nós ficaríamos mais informados e poderíamos discutir melhor, aceitando inclusive as razões do governo para tão vultuoso e controverso investimento. Não há nada a temer pois não? Não há segredos de estado, pois não? Não há razões para não se conhecerem, pois não? Até já deviam estar na rede. Eles devem estar feitos em suporte digital, é suposto. Por isso, ainda hoje podem ficar em linha, ou este fim-de-semana. Não há razões para demora.
Sugiro também, para no governo se ouvir melhor, que outros blogues e mesmo os meios de comunicação social possam todos os dias repetir a pergunta, o pedido, até ele ter a única resposta razoável. SFF.”
(Via ABRUPTO.)
Vá lá, coloquem os estudos na rede, para todos fazermos download. Posso até configurar um mirror, se o governo quiser.
Update: Ver também, “O erro da Ota?” no GLQL e a lúcida e excelente desmontagem pelo Manuel do GLQL de um artigo de opinião de Manuel Pinho no Expresso, refutando as críticas aos “grandes investimentos em obras públicas” do Estado.
Update2: “Segundo fontes do mercado ontem contactadas pelo DN, os desentendimentos entre Vítor Martins e o Governo resultaram, em grande parte, da recusa da administração da CGD em participar nos financiamentos privados aos grandes investimentos públicos, como o futuro aeroporto da Ota e a rede de TGV. No mercado fala-se de decisões de crédito polémicas e contestadas, que no entanto não chegaram a ser conhecidas. Confrontada com estas e outras questões, a administração da Caixa remeteu-se ontem ao silêncio. Também o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, através do seu gabinete, escusou-se a comentar”. Via Quarta República.
July 31st, 2005 at 12:16 am
A OTA e o TGV – obras ao nível dos estádios.
A 12 de Fevereiro de 2005 António José Seguro lembrou as responsabilidades de Sócrates na realização do Euro-2004: “Hoje, como no Euro-2004, houve um homem que lançou a semente, a semente de uma força que ninguém pode parar. Esse homem chama-se José Sócrates, futuro primeiro-ministro de Portugal”, acentuou.
O Correio da Manhã de 21/05/2004 avaliava o impacto do Euro 2004:
Na economia é que o impacto não foi tão bom como o esperado. Nas previsões apresentadas à evolução da economia portuguesa, o Banco de Portugal afirmou que o impacto do Euro2004 poderá «afectar negativamente as taxas de variação» da economia portuguesa em 2005. Os efeitos positivos do Euro foram apenas temporários.
E o dinheiro investido neste espectáculo de grande escala também não teve grande retorno. Quase seis meses depois do Euro 2004, alguns estádios onde foram investidos milhões de euros para receber a prova estão «às moscas». Dos recintos do Euro2004, só os dos «três grandes» tiveram sucesso comercial.
Numa auditoria desenvolvida pelo Tribunal de Contas junto dos estádios de Guimarães, Braga, Leiria, Coimbra, Aveiro, Loulé e Faro, ficou claro que todos custaram mais do que o orçamentado, e que as autarquias se endividaram para os próximos 20 anos. As sete autarquias que receberam jogos do Euro 2004 contraíram empréstimos bancários no valor global de 290 milhões de euros para financiar obras relacionadas com o campeonato. Na sequência destes empréstimos, as câmaras terão que pagar juros no montante de 69,1 milhões de euros, nos próximos 20 anos, refere o relatório de auditoria do Tribunal de Contas.
July 31st, 2005 at 4:28 pm
Talvez tivesse mais sentido fazer na Ota um centro de lançamento espacial, pois, certamente colocaria Portugal na rota do século XXI e repatriaria alguns políticos desta nossa praça.
August 8th, 2005 at 12:11 pm
Como a Ota e o TGV, quantas décadas de estudos não ficaram por dar conhecimento?!
Sinais, agora, de uma democracia adulta,volvidos mais de 30 anos?