Fiz uma coisa que não devia, mas já sabia o que me esperava. Resolvi fazer compras com a minha namorada num hipermercado de Lisboa, num Sábado à tarde. Com visitas prometidas para o almoço de Domingo, fomos encher a cozinha de coisas boas mesmo à última da hora. Mal entrei no estacionamento do mega-hiper, vi logo que a tarefa não era fácil, tal era impressionante a quantidade de pessoas que resolveram fazer a mesma coisa no mesmo dia, no mesmo local. Depois das escadas rolantes, saca-se o carrinho da praxe e entra-se num mundo à parte, listinha pronta na mão e as minhas lentes de contacto a secarem por causa do ar condicionado. Tarde perfeita. Mais perfeita ficou quando a caminho da secção de legumes, ficamos barrados num fabuloso engarrafamento de carrinhos de compras e gente de cestos na mão. E porquê? Um conhecido actor, participante num Reality Show de um canal de televisão rasca estava a dar autógrafos a uma multidão de voyeurs. Mas eu pergunto, porquê? Porquê? Eu quando vou a um hipermercado, posso esperar muita coisa. Posso ser abordado pela menina dos iogurtes. Posso perder horas a escolhar vinhos. Posso chatear-me quando a menina da caixa não consegue ler o código de barras do queijo de azeitão. Mas agora, autógrafos? Lá me desenrasquei e fui tratar das batatas e das beterrabas. Haja paciência!